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Mudanças no feto: a capacidade de fechar feridas sem cicatrizar

 

A estrutura óssea e muscular do feto continua se desenvolvendo, e os ossos são cada vez mais densos porque têm cada vez mais cálcio — no entanto, sua maior parte ainda é de cartilagem. Assim, em um ultrassom, ou mesmo em uma radiografia, só se vê uma parte do osso (a que tem cálcio). Isso faz com que os ossos sejam realmente elásticos, muito mais do que os de uma criança ou de um adulto.

Isso não acontece somente nos ossos; as articulações também parecem “de borracha”, e muitos dos tecidos fetais podem esticar-se e deformar-se muito mais do que conseguirão no futuro e sem sofrer consequências. Na verdade, trata-se de um mecanismo de proteção para o parto que veremos mais adiante.

Outra curiosidade é a capacidade do feto de fechar feridas muito rapidamente e sem cicatrizes. Logicamente, a princípio, um feto não se machuca como uma criança. Mas, algumas vezes, pode ser necessário puncionar ou introduzir um cateter em um feto em função de algum problema que possa apresentar. Então, nesses casos, quando o bebê nasce, não se encontra marca de ferida alguma que tenha ocorrido na vida fetal.

Isso se aplica particularmente à primeira metade do período de gravidez. Mais adiante, o feto perderá essa capacidade e, no terceiro trimestre, se sofrer uma ferida, já terá uma cicatriz, ainda que muito menor do que a que teria uma criança ou um adulto. Na verdade, essa é uma característica que todos os animais têm, e é mais uma das muitas incógnitas que as pesquisas ainda não resolveram. A ciência busca, há muito tempo, entender como os fetos fecham feridas sem cicatrizar; com essa descoberta, seria possível solucionar muitos problemas de cicatrização e, consequentemente, teríamos melhores resultados estéticos nas cirurgias. Mas, no momento, ainda não temos essas informações.


IMAGENS

O que acontece na 15ª semana de gravidez


 

Aparece a linha alba


A gravidez começa a produzir mudanças na pele e nos pelos. É relativamente normal que algumas mulheres notem um aumento da quantidade de pelo e, às vezes, pequenas verrugas no abdômen. Também pode aumentar o número de pintas e sardas, além de manchas no rosto. Mais raramente, algumas mulheres podem, inclusive, observar um aumento muito importante da pigmentação do rosto, como uma pele mais morena, principalmente na testa, no nariz, nas maçãs e no lábio superior, que parece ganhar a espécie de máscara. Seu nome técnico é cloasma, geralmente é leve e desaparece após a gravidez.

Por fim, na barriga, pode parecer uma linha de cor marrom claro que vai do centro do púbis ao umbigo. Esta linha recebe o nome de linha alba e também desaparece após o parto. Todas essas mudanças ocorrem devido a alterações na produção de melanina, substância que temos na pele e que é liberada com a exposição ao sol, produzindo o tom moreno da pele. Na gravidez, a liberação de melanina pode ocorrer inclusive sem nenhum tipo de exposição ao sol.

No entanto, obviamente, expor-se ao sol intensificará os manchas que aparecerem. A sensibilidade ao sol aumenta muito na gravidez e faz com que se libere ainda mais melanina. Por esse motivo, é muito importante tomar precauções e seguir uma adequada proteção solar com fatores altos de proteção.

 


Exames: um segundo rastreamento, mas somente se for necessário

Somente as grávidas que não fizeram o rastreamento genético no primeiro trimestre devem fazê-lo no segundo trimestre.

Na verdade, até cerca de dez anos atrás, fazia-se esse rastreamento principalmente no segundo trimestre, até que se demonstrou que, no primeiro trimestre, era possível uma detecção mais precoce de alterações. No entanto, se, por alguma razão, esses exames não foram feitos no primeiro trimestre, ainda há tempo de saber se existem riscos altos de anomalias cromossômicas.

O rastreamento genético no segundo trimestre é feito com 15 semanas. São medidos, no sangue, os níveis de dois hormônios (beta-hCG, AFP, estriol não conjugado e inibina A). Se o risco é alto, será recomendada à paciente a realização de uma amniocentese para confirmar o diagnóstico.

 

Ainda há tempo de saber se os riscos de anomalias cromossômicas são altos com um rastreamento no segundo trimestre.

 

 
Conteúdo cedido por inatal.org e revisado pela equipe do Instituto Materno-Fetal Celso Rigo.