

Nesta semana, o feto continua crescendo muito rapidamente: em uma semana, aumenta 15%; é como se uma criança crescesse 7 cm em uma semana.
Os órgãos continuam amadurecendo rapidamente e muitas estruturas do corpo começam a tomar sua forma final. Por exemplo, nesta semana, são formadas as cordas vocais, começa o desenvolvimento das unhas nos pés e nas mãos e, aos poucos, uma penugem começa a aparecer no corpo.
O sistema digestivo, que já recebe líquido porque o feto já deglute líquido, torna-se cada vez mais sofisticado. No início, era um tubo simples, mas foi crescendo e se curvando sobre si mesmo para, aos poucos, começar a se parecer com o que conhecemos como esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso.
Os rins produzem cada vez mais urina, embora ainda não tenham surgido muitas das funções que desempenharão no futuro. Por exemplo, o feto não consegue aumentar ou reduzir a produção de urina diante de um problema, como uma criança ou um adulto fazem. Felizmente, ainda não precisa dessa capacidade, já que o líquido lhe chega de forma perfeitamente equilibrada através da mãe. Na verdade, embora produzam urina, os rins não conseguem eliminar todas as substâncias que se acumulam pelo metabolismo normal. Para isso, conta com a placenta, que, ao estar em contato com a mãe, elimina essas substâncias. Como em quase todas as situações, o organismo da mãe trabalhará pelo do feto até bastante adiantada a gravidez.
Os genitais externos já estão diferenciados e, se os pudéssemos observar diretamente, não teríamos dúvidas sobre o sexo, embora ainda seja difícil determiná-lo por ultrassom. No entanto, os testículos nos fetos masculinos ainda ficarão muito tempo dentro do abdômen.

Finalmente, menos enjoos
|
O ultrassom do primeiro trimestre Embora possa ser feito um pouco antes ou um pouco depois, hoje em dia, o momento mais comum para fazer um ultrassom de primeiro trimestre é quando se completam 12 semanas. Isso porque, neste momento, o desenvolvimento anatômico e o tamanho do feto permitem comprovar que a maioria dos órgãos se formaram adequadamente.
Um ultrassom de alto nível neste momento pode detectar até 60-70% dos possíveis problemas de malformação que aparecerão na gestação. A outra medição que se faz é a da translucência nucal, o líquido que todos os fetos têm na nuca.
A espessura da nuca do feto é medida e seu valor é utilizado como parte do rastreamento genético do primeiro trimestre. Como já comentamos, esse conjunto de exames permite estimar o risco de uma anomalia no número de cromossomos (tecnicamente definida como aneuploidias), especialmente a trissomia do cromossomo 21 (síndrome de Down). Para o cálculo do risco, o valor da translucência nucal é combinado com a idade materna e os valores de dois hormônios (beta-hCG e PAPP-A), identificados em análise do exame de sangue.
Também é possível usar a informação desse ultrassom do primeiro trimestre para incluir no rastreamento do primeiro trimestre o cálculo do risco de pré-eclampsia.
| Um ultrassom de alto nível neste momento pode detectar até 60-70% dos possíveis problemas de malformação que aparecerão na gestação. |