A anemia fetal pode ter várias causas, sendo a mais frequente a isoimunização fetal. Nesta doença, a mãe desenvolve anticorpos (células de defesa) contra os glóbulos vermelhos (células do sangue) do seu feto. Esses anticorpos cruzam a placenta e destroem os glóbulos vermelhos do feto, produzindo anemia. A isoimunização mais comum é a do fator Rh do sangue (quando a mãe é Rh negativa e o feto Rh positivo).
A anemia pode ser leve e se manifestar apenas no recém-nascido ou ocorrer de forma grave ainda na vida fetal. Neste caso, pode levar a um quadro conhecido como hidropsia fetal, com alto risco de óbito fetal. O diagnóstico da anemia fetal é feito por ecografia com Doppler, pela determinação do pico de velocidade sistólica da artéria cerebral média.
O tratamento de anemia fetal é feito por transfusão intrauterina, transfusão de sangue feita para o feto ainda dentro da barriga da mãe. Esse tratamento permite que mais de 90% dos fetos sobreviva. É um procedimento realizado sob visão ecográfica e que requer grande experiência, mas que costuma ter resultados muito bons.